Após batalha judicial, Crocs perde a patente de sandália mundialmente famosa

A fabricante americana de calçados Crocs perdeu uma disputa judicial pela patente do seu produto mais famoso, o tamanco de tipo clog. A empresa acusava sua maior concorrente, a USA Dawgs, e outras fabricantes de terem copiado o famoso design emborrachado do tamanco, e exigia reparações financeiras.

A Agência de Patentes e Marcas Registradas dos EUA, entretanto, rejeitou a acusação, afirmando que um pedido de registro do mesmo modelo já tinha sido publicado mais de um ano antes de a Crocs solicitar a patente.

A batalha nos tribunais durou cinco anos e pode significar para a Crocs a perda de uma fatia considerável do mercado de calçados. Apesar de serem consideradas “feias” por muita gente, as sandálias de plástico do tipo ‘clog’ venderam milhões de unidades em todo o mundo, e conquistaram uma legião de fãs por serem considerados muito confortáveis – entre eles, alguns atores famosos de Hollywood e até famosos chefes de cozinha.

Fonte: estadao.com.br

Samsung ultrapassa mais de 4 mil registros em 2017, 4x mais que a Apple

As empresas estão sempre tentando inovar para se manter relevantes no mercado e não perderem seu espaço. Por isso, a maioria das ideias para os seus produtos são patenteadas, mesmo que não existam planos de produzi-las tão cedo. Esse é um modo de proteger as propriedades intelectuais e impedir que uma nova competidora invada o seu nicho.

Grandes companhias do mundo da tecnologia como Google, Facebook, Apple, Amazon, Microsoft, entre outras, registram milhares de patentes nos Estados Unidos todos os anos. Mas nenhuma dessas empresas é a líder da prática. Os últimos dados apontam que a IBM foi a companhia que mais registrou patentes durante este ano, seguida de perto pela Samsung.

A IBM já registrou 5797 patentes desde o primeiro dia do ano até o fim de julho. Já a Samsung ficou em segundo lugar com 4143 registros de patentes. Isso resulta em uma média de 19,5 novas patentes por dia.

A IBM também lidera entre as companhias de tecnologia com o maior número de patentes conquistadas desde 2010, com 53925 registros. A Samsung se mantêm em segundo com 44301 patentes no mesmo período. Os resultados não são muito diferentes dos captados no ano passado.

Fonte: tudocelular.com.br

A AGP tira sua dúvida (23)

> O que é uma oposição?

Oposição é quando alguém (pessoa ou empresa) apresenta ao INPI uma argumentação formal, geralmente embasada em fatos e documentos, buscando que uma determinada marca não seja registrada, então, qualquer um pode fazer ou receber uma oposição, basta ter um processo em andamento no INPI.

Quando você recebe uma oposição precisa fazer a manifestação à oposição, ou seja, uma defesa, uma contra-argumentação, tentando demonstrar ao analista do Instituto que os motivos alegados na oposição não são legítimos ou não são suficientes para indeferir seu processo.

Independente de haver ou não a manifestação o processo será julgado pelos técnicos do INPI, mas as recentes decisões do INPI apontam que, quando não há manifestação (contestação) o Instituto tem entendido que você concorda com os termos da oposição e tem indeferido os processos.

Sendo assim, podemos considerar que a manifestação é obrigatória. Sem manifestação, seu processo será indeferido.

Novidade no câmbio dos automóveis. Ou o retorno no ponto-morto

Toyota registra patente de transmissão manual com controle automático

A busca por redução no consumo de combustível tem levado vários fabricantes de veículos e de componentes automotivos a desenvolver novos métodos, alguns até inusitados. Sabe-se, por exemplo, que algumas transmissões automáticas ou automatizadas de dupla embreagem possuem uma função “roda livre”, onde o câmbio desengrena e fica em ponto morto, deixando o veículo rolar com a inércia. Isso geralmente ocorre em desacelerações ou em declives longos, onde se pode obter mais economia.

Até então, com a injeção eletrônica, andar na “banguela” não trazia mais a vantagem que na época do carburador. Agora a tecnologia é outra e já existe até motor que desliga sozinho nessas circunstâncias, praticamente deixando o veículo à mercê da física. A Toyota decidiu seguir esse caminho e ter um câmbio que possa entrar em neutro sob certas condições, a fim de poupar combustível.

De acordo com o Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, a Toyota registrou uma tecnologia que consiste em um câmbio manual comum, mas que possui um sistema de gerenciamento eletrônico que permite manter o veículo em ponto morto durante a condução. O dispositivo funciona com um controlador eletrônico que detecta a desaceleração do veículo e aciona de forma automática a embreagem.

Assim, sem o contato entre motor e câmbio, o veículo pode rodar sem tração e assim economizar combustível. Mas o invento não fica apenas nisso. Para assegurar que um motorista inexperiente engrene uma marcha errada ou em velocidade incompatível, pinos na caixa servem para travar essa mudanças indesejadas, garantindo melhor condução, segurança e durabilidade. A patente da Toyota não revela os detalhes no funcionamento dessa tecnologia, mas ela deve reduzir os custos com transmissões e aproximar mais a velha caixa manual de suas correspondentes automáticas.

Também não se sabe quando o invento irá ganhar as ruas dos EUA e do mundo. Atualmente, a Toyota se apoia nas caixas de transmissão automáticas com conversor de torque e CVT, bem como manual, variando apenas no número de marchas e aplicação. Fabricantes como Volkswagen e Mercedes-Benz, por exemplo, apostam alto nas automatizadas de dupla embreagem e agora também em suas versões híbridas, que carregam dentro do dispositivo um motor elétrico para reduzir os esforços do motor.

No Brasil, o uso de caixas automáticas ou CVT cresceu bastante com a introdução em carros compactos, tais como o líder Chevrolet Onix e o Toyota Etios. Mas, ainda é bem presente o câmbio automatizado em alguns modelos.
Fonte: noticiasautomotivas.com.br

A AGP tira sua dúvida (22)

> Qual é o prazo de validade de um registro de marca?

No Brasil, o registro de uma marca vale por 10 anos e pode ser renovado a cada 10 anos (chamado ‘decênio’), sem limite máximo de renovações.

O titular da marca tem que solicitar a renovação do seu registro durante o 9º ano de vigência do registro, caso contrário ele pode perder a marca.

Japoneses criam sorvete que não derrete

Segundo reportagem do jornal japonês “The Asahi Shimbun”, em um dia de calor (28ºC), após 5 minutos na temperatura ambiente, o novo sorvete ainda mantinha sua forma original (e continuava gelado).

O segredo para a façanha, segundo o professor de farmácia da Universidade de Kanazawa Tomihisa Ota que desenvolveu a iguaria, é um extrato de morango que contém uma substância chamada polifenol.

“O polifenol tem propriedades que dificultam a separação da água e do óleo, de forma que, na composição de um picolé, este ficará em sua forma original por um tempo muito maior e será mais difícil de derreter”, disse.

MORANGOS
A descoberta aconteceu por acidente, quando o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Bioterapias começou a fazer testes com os morangos da região com a ideia de ajudar os produtos locais a se recuperarem dos grandes terremoto e tsunami de 2011.

À época, a produção de morangos não ia bem e as frutas não estavam bonitas o suficiente para serem comercializadas –daí a ideia de trabalhar com o extrato de polifenol em algumas sobremesas.

Os primeiros testes não deram nada certo porque, em contato com o polifenol, o creme de leite se solidificava imediatamente. Não demorou para que surgisse a ideia de usar o ingrediente “antiderretimento” em sorvetes.

Veja o sorvete “em ação” contra um secador de cabelos no vídeo abaixo:

A AGP TIRA SUA DÚVIDA (21)

> Posso registrar como marca nome de personagens de quadrinhos ou do cinema?

Não. Apesar de muitos deles não estarem registrados em nenhuma das 45 classes previstas no INPI, existe uma restrição na própria Lei de Marcas (nº 9.279) que proíbe que títulos ou personagens protegidos pelo direito autoral sejam registrados como marca, salvo com consentimento do autor.

Esse tipo de erro é especialmente mais comum em conjuntos musicais, bandas de rock, etc.

Entretanto, para licenciar a marca para produtos, o titular do direito autoral precisa registrar a marca.

5 tendências para o e-commerce nos próximos anos

O setor de comércio eletrônico no Brasil cresceu 9,23% neste ano. Veja as novidades que vão nortear o setor

O segmento de e-commerce brasileiro continua em expansão no país. Essa modalidade de comércio cresceu 9,23% e chegou a 600 mil lojas eletrônicas em 2017, segundo pesquisa sobre o setor. Os dados foram revelados por Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp., durante evento realizado nesta quinta-feira, 29/6, na sede do PayPal em São Paulo.

“Esse crescimento, embora menor que nos anos anteriores, mostra uma maior maturidade do e-commerce. O mercado está começando a estabilizar em uma média mais sustentável”, disse Rodrigues. “Essa maturidade é muito boa para o ecossistema com um todo”.

Tendências para o e-commerce
Gustavo Azevedo, gerente de acesso a mercados e serviços financeiros do Sebrae, falou sobre as novidades que devem nortear o setor de comércio eletrônico nos próximos anos. São cinco tendências que já estão sendo introduzidas por gigantes do varejo mundial como Amazon e Wallmart. Confira a lista:

1. Acesso mobile
Segundo os dados da pesquisa, 24,2% das lojas eletrônicas brasileiras possuem sites responsivos para mobile. Responsável pela maior parte do tráfico online, os aparelhos móveis se tornam um alvo obrigatório para os e-commerces que pretendem se tornar relevantes.

2. Mídias sociais como canal de comunicação
O uso de mídias sociais pelo comércio eletrônico alcançou 72,43% neste ano contra 60,71% de 2016. A utilização desse mecanismo de comunicação possibilita que lojas de menor escala possam desenvolver estratégias de divulgação adequadas para o seu tamanho. Campanhas cada vez mais elaboradas dentro das mídias sociais devem trazer mais clientes para as lojas.

3. Aplicativo próprio
Segundo Azevedo, essa é uma tendência mais voltada para o comércio eletrônico de alimentos. Cada vez mais se torna importante oferecer uma ferramenta própria para facilitar a experiência do seu cliente na sua loja pelo celular.

4. Sistema de clica e retira
Nesse modelo o cliente seleciona e paga um produto pelo site e depois retira o pedido em algum ponto físico. Essa tem sido uma saída interessante para grandes mercados, como o Wallmart. É uma opção que facilita a vida do cliente ao mesmo tempo que oferece uma experiência presencial diferente.

5. Convergência
Em busca de oferecer experiências diferentes, algumas empresas estão trabalhando para unir diferentes cenários na hora de fechar uma venda. O gerente do Sebrae deu como exemplo um produto da Amazon em que o cliente pode pedir roupas na sua casa para provar e depois decidir quais ele efetivamente vai comprar. As roupas que não interessarem podem ser devolvidas gratuitamente.

Fonte: revistapegn.globo.com

Evolução histórica da propriedade intelectual no Brasil

Desde o final do século XIX até meados de 1945 um enorme número de leis extravagantes regulou a disciplina de marcas, patentes e também de concorrência desleal, momento em que foi promulgado o primeiro Código de Propriedade Industrial brasileiro – Decreto lei 7.903/45 -, possuindo elaboração muito mais completa e moderna em comparação às legislações anteriores. Tal Decreto teve vigência até o Código de 1996, inclusive em aspectos penais.

Momento importante na história da proteção do direito intelectual ocorreu em 1970, quando foi criado o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, autarquia federal que substituiu o antigo (leia mais)