Prédio da Universidade Candido Mendes vai a leilão após Microsoft processá-la por uso de Windows pirata

A Justiça do Rio autorizou leilão de prédio da Universidade Cândido Mendes, do Rio, com objetivo de quitar dívida com a empresa Microsoft. A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) acolheu recurso da Microsoft e decidiu prosseguir com o leilão da sede da universidade, em Ipanema, Zona Sul do Rio.

De acordo com a Justiça fluminense, por unanimidade, os desembargadores acompanharam o voto do desembargador Wagner Cinelli e concluíram que o imóvel, avaliado em R$ 128,9 milhões, foi oferecido pela própria universidade como garantia de pagamento de uma dívida que chegou a R$ 42 milhões. Após acordos sucessivos, a instituição, porém, não quitou todo o valor, restando R$ 4,3 milhões dos honorários dos advogados, de acordo com a Justiça. O leilão ainda não tem data definida.

A AGP tira sua dúvida (nº 28)

> O que quer dizer marca em “sobrestado”?

Quando duas empresas pedem o registro de uma mesma marca, a que pediu primeiro tem o processo deferido.

A segunda tem o processo “sobrestado” até que haja comprovação de que a primeira empresa pagou as taxas finais. Se isso ocorrer, o segundo processo é indeferido. Se, ao contrário, a primeira empresa não pagou as taxas finais, o primeiro processo é arquivado por falta de pagamento e o segundo é deferido.

Lenovo será auditada por 20 anos porque instalou adware em seus laptops

A Lenovo cometeu um erro grave em 2014, quando pré-instalou um adware chamado “Superfish” em seus laptops para consumidores. Ele injetava propagandas nos sites, instalava um certificado HTTPS que podia interceptar o tráfego de sites seguros, e era um inferno de remover.

Agora, três anos depois, a Lenovo fez um acordo extrajudicial com a FTC envolvendo o caso. Seu software passará por auditorias de segurança durante os próximos 20 anos. Além disso, ela terá que obter autorização expressa dos usuários para quaisquer futuros adwares em seus PCs.

Entre setembro de 2014 e janeiro de 2015, a Lenovo começou a vender alguns laptops nos EUA com o VisualDiscovery, desenvolvido pela Superfish, Inc. Ele fazia um ataque “man-in-the-middle” entre o navegador do usuário e os sites que ele visitava, mesmo se fossem criptografados.

Ou seja, esse adware era capaz de acessar informações sensíveis como login, senha, dados médicos e credenciais de bancos. “A Lenovo comprometeu a privacidade dos consumidores quando pré-instalou software que podia acessar informações sensíveis sem um aviso adequado ou consentimento de seu uso”, disse a presidente da FTC, Maureen K. Ohlhausen.

A punição não será financeira: a Lenovo não terá que pagar nada à FTC nem aos consumidores. No início de 2015, ela deixou de embutir o Superfish em seus PCs, e lançou uma ferramenta para removê-lo. A Microsoft até atualizou o Windows Defender na época para matar esse adware de vez.

Google Drive para PC e Mac deixará de funcionar em março/2018

O Google Drive tem um cliente para Windows e macOS que sincroniza seus arquivos e pastas no computador. Ele perderá suporte em 11 de dezembro e deixará de funcionar em 12 de março de 2018.

Basicamente, o Google criou duas ferramentas — uma para consumidores, outra para empresas — que vão substituir o atual cliente do Drive para desktops.

Uma delas se chama Backup e Sincronização: ela permite selecionar diversas pastas do seu computador para serem salvas na nuvem. Ou seja, você não precisa manter os arquivos em um local específico, como no Dropbox ou OneDrive.

Para as empresas, o Google tem o Drive File Stream: ele permite acessar seus arquivos do Drive sob demanda sem baixar todos para o disco rígido. É algo semelhante aos placeholders do Microsoft OneDrive e do Dropbox Smart Sync.

Você não precisa escolher as pastas que serão sincronizadas: o Google usa um “cache inteligente” para prever quais arquivos devem ser baixados. O Drive File Stream está em testes desde março, e será liberado para todos os clientes do G Suite em 26 de setembro.

Ou seja, como é típico do Google, agora há duas ferramentas de sincronização para o Drive, em vez de uma só. Eis a comparação oficial:

A partir de outubro, usuários do antigo cliente do Google Drive começarão a ver mensagens no PC ou Mac dizendo que o programa deixará de funcionar.

Com informações: Google, TechCrunch.

A AGP tira sua dúvida (nº 27)

> Minha marca recebeu uma Oposição. E agora?

Oposição é quando uma pessoa ou empresa apresenta ao INPI uma argumentação formal, geralmente embasada em fatos e documentos, buscando fazer que uma determinada marca NÃO SEJA registrada.

Quando você recebe uma oposição, é necessário fazer uma manifestação em relação a ela — ou seja, a sua defesa, uma contra-argumentação — tentando demonstrar ao analista do INPI que os motivos alegados na oposição não são legítimos ou não são suficientes para indeferir seu processo.

Então, você deve avaliar 3 questões:

1 – A Oposição é consistente, mas tenho informações que justificam a manutenção do registro da minha marca (nesse caso, vale a pena fazer a manifestação);

2 – A Oposição é absurda, confusa, baseada em alegações visivelmente inconsistentes (nesse caso, vale a pena fazer a manifestação);

3 – A Oposição tem consistência, os fatos são inegáveis e não há como convencer o técnico do contrário (nesse caso, não vale a pena fazer a manifestação e você deve buscar outra marca — registrável — imediatamente).

Independente de haver ou não a manifestação, o processo será julgado pelos técnicos do INPI. Mas, suas recentes decisões apontam que, quando não há manifestação (contestação) o Instituto tem entendido que você concorda com os termos da oposição e tem indeferido os processos.

Sendo assim, podemos considerar que a MANIFESTAÇÃO É OBRIGATÓRIA. Sem manifestação, seu processo será INDEFERIDO.

Concorrência acirrada leva mais itens de conforto para carros populares

Até o início dos anos 1990, ar-condicionado e direção hidráulica estavam na lista dos sonhos de consumo distantes para os compradores de carros compactos.

Hoje, dos 30 carros mais vendidos no varejo (não inclui vendas a frotas), apenas Fiat Mobi e Volkswagen Up! não trazem esses itens como equipamentos de série. A mudança de gostos e prioridades do público fez as fabricantes de carros investirem mais em acabamentos e comodidades.

“Recebemos estudos com informações de consumidores em potencial e começamos a fazer uma pesquisa sobre os seus gostos, quais produtos utilizam de tecnologia e vestuário”, diz o designer Jonas Silva, responsável pela escolha dos materiais da cabine do Volkswagen Polo.

O desafio de hoje é trazer para automóveis populares a percepção de requinte e funcionalidade presente em bens mais acessíveis, como smartphones. É por isso que o compacto Renault Kwid (a partir de R$ 30 mil) pode ser equipado com câmera de ré e sistema de som com GPS, itens que eram restritos a carros bem mais caros.

LUZES E COURO
O trabalho da área de design é testado em clínicas com possíveis clientes. Segundo as empresas ouvidas, luzes diurnas de LED, volante com forração de couro e plásticos de toque macio, itens que remetem a veículos de luxo, estão entre os pontos mais valorizados hoje.

“A parte dianteira do carro é seu cartão de visitas, depois o comprador entra e coloca as mãos no volante, começa a olhar ao redor e a mexer nos equipamentos, é um padrão de análise quase idêntico para todos os que vão ver um carro”, explica Fabio Alves, gerente de marketing de produto da Citroën do Brasil.

Essas percepções ganham relevância em um mercado que por anos se resumiu a quatro marcas (Chevrolet, Fiat, Ford e Volks) e hoje tem mais de 30. Entre essas estão as marcas premium, que criam novos referenciais.

“Precisamos pensar sempre à frente no segmento em que atuamos e oferecer exclusividade”, disse Rafael Pereira, especialista de produto da Jaguar Land Rover, enquanto mostrava o que há de novo no Range Rover Velar, utilitário de alto luxo que chega ao mercado em outubro.

O modelo de origem inglesa -que vai custar a partir de R$ 291 mil- é o primeiro a trazer pequenas telas sensíveis ao toque no volante. É o típico recurso que um dia chegará aos carros populares, da mesma forma como ocorreu com o ar-condicionado, os sistemas de som e os sensores de estacionamento.

O ciclo sempre se renova: o que antes era supérfluo torna-se algo indispensável, exigindo que a próxima geração do carro traga novos itens para atrair compradores. Em paralelo, o mercado de acessórios acompanha as tendências e oferece os itens mais desejados por preços módicos.

TUDO TEM SEU PREÇO
Veja quanto custam itens que melhoram a vida a bordo

R$ 150 é quanto custa, em média, um kit que inclui câmera de ré e aparelho GPS, que funciona também como tela*

R$ 250 – valor do kit de vidros elétricos dianteiros à venda em lojas de acessórios para o Fiat Mobi*

R$ 1.200 – valor médio de um conjunto de forrações de couro para um carro compacto

R$ 3.400 é a diferença de preços entre o Volkswagen Take Up! com câmbio manual (R$ 48,8 mil) e sua versão automatizada (R$ 52,2 mil)

*Não inclui instalação

O fim dos smartphones com bateria removível

Por Felipe Ventura, do tecnoblog.net

Eu não compro um smartphone com bateria removível há anos. Meu último foi o Galaxy S2 Lite, substituído por um Nexus 4 em 2013. É um recurso cada vez mais raro de se encontrar, especialmente em se tratando de aparelhos top de linha.

Como nota o The Next Web, o lançamento do LG V30 marca o fim dos smartphones high-end com bateria removível, em se tratando de grandes fabricantes. E para algumas pessoas, isso é um problema.

A Samsung começou a abandonar baterias removíveis à medida que migrou de materiais em seus smartphones, deixando o plástico de lado para adotar metal e vidro. Vimos isso inicialmente no Galaxy Alpha, em 2014; e depois nos flagships Galaxy S6 e Note 5, em 2015.

O Moto X nunca teve baterias removíveis. Elas são a exceção na linha Moto G (só o G5 e G4 Play têm isso), e ficam reservadas para os modelos mais baratos, como o Moto C/C Plus e Moto E4.

A Sony adota baterias não-removíveis em seus flagships há muitos anos, desde os primeiros Xperia Z e Z1. A Asus também faz o mesmo em quase toda a sua linha, com poucas exceções (como o Zenfone 2 Laser, Zenfone Selfie e Zenfone Go).

Aparelhos da OnePlus nunca tiveram bateria removível, assim como os da “nova Nokia” (HMD Global). Nem mesmo a BlackBerry, mais focada no mercado empresarial, adota isso: os mais recentes KeyONE, Priv, DTEK60 e DTEK50 sequer têm traseira removível.

A única grande exceção era a LG. O G5 tinha bateria removível, que fazia parte de seu sistema modular. Quando a coreana se deparou com vendas fracas, decidiu abandonar essa ideia e adotar um design mais tradicional no G6, com traseira fechada. O LG V20 também tinha bateria removível, mas seu sucessor — o V30 — acabou com isso.

Há vários motivos para as fabricantes — começando pela Apple — abandonarem as baterias removíveis. Isso deixa o smartphone mais fino e mais leve; facilita a proteção IP68 contra água e poeira; e permite usar metal e vidro na traseira, em vez de plástico. Infelizmente, isso também coloca uma “data de validade” no aparelho, ou pelo menos dá um estímulo para você comprar um novo.

Napier Lopez lista no The Next Web alguns motivos para gostar da bateria removível em seu LG V20:

Quando minha bateria acabou durante a feira CES, eu pude colocar outra unidade com 100% de carga em questão de segundos. O carregamento rápido não é prático quando você está em movimento o dia todo. Eu poderia usar um powerbank, mas não gosto de andar por aí com um cabo pendurado no meu celular e uma bateria enorme no meu bolso. Substituir a bateria é simplesmente a solução mais elegante.

E você, sente falta de baterias removíveis nos smartphones?

A AGP TIRA SUA DÚVIDA (nº 26)

> Para que serve uma Marca Registrada?

A marca é registrada para evitar que os consumidores comprem produtos ou serviços de uma empresa pensando que é de outra — o famoso “gato por lebre”. Isso evita que o consumidor seja iludido, enganado.

Isso protege o consumidor, você, sua empresa e o seu investimento!

Já está em teste WhatsApp para empresas falarem com consumidores

O WhatsApp tem planos de ganhar dinheiro com seu bilhão de usuários, envolvendo empresas que pagam ao serviço para se comunicarem com seus clientes. A novidade está em testes, e agora um FAQ revela detalhes de como isso vai funcionar.

Quando você falar com uma empresa, haverá um aviso na cor amarela de que se trata de uma “conta comercial”. Se você já tiver o número dela na sua lista de contatos, verá no WhatsApp o nome que você escolheu; senão, verá o nome que ela escolheu. Você pode bloquear empresas, é claro, assim como qualquer outro contato.

Algumas contas são verificadas e recebem um ícone verde ? ao lado do nome. “Isto significa que o WhatsApp confirmou que o número de telefone deste contato pertence a uma empresa”, explica o FAQ. A verificação está disponível para as poucas companhias que estão participando do projeto piloto.