Japoneses criam sorvete que não derrete

Segundo reportagem do jornal japonês “The Asahi Shimbun”, em um dia de calor (28ºC), após 5 minutos na temperatura ambiente, o novo sorvete ainda mantinha sua forma original (e continuava gelado).

O segredo para a façanha, segundo o professor de farmácia da Universidade de Kanazawa Tomihisa Ota que desenvolveu a iguaria, é um extrato de morango que contém uma substância chamada polifenol.

“O polifenol tem propriedades que dificultam a separação da água e do óleo, de forma que, na composição de um picolé, este ficará em sua forma original por um tempo muito maior e será mais difícil de derreter”, disse.

MORANGOS
A descoberta aconteceu por acidente, quando o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Bioterapias começou a fazer testes com os morangos da região com a ideia de ajudar os produtos locais a se recuperarem dos grandes terremoto e tsunami de 2011.

À época, a produção de morangos não ia bem e as frutas não estavam bonitas o suficiente para serem comercializadas –daí a ideia de trabalhar com o extrato de polifenol em algumas sobremesas.

Os primeiros testes não deram nada certo porque, em contato com o polifenol, o creme de leite se solidificava imediatamente. Não demorou para que surgisse a ideia de usar o ingrediente “antiderretimento” em sorvetes.

Veja o sorvete “em ação” contra um secador de cabelos no vídeo abaixo:

A AGP TIRA SUA DÚVIDA (21)

> Posso registrar como marca nome de personagens de quadrinhos ou do cinema?

Não. Apesar de muitos deles não estarem registrados em nenhuma das 45 classes previstas no INPI, existe uma restrição na própria Lei de Marcas (nº 9.279) que proíbe que títulos ou personagens protegidos pelo direito autoral sejam registrados como marca, salvo com consentimento do autor.

Esse tipo de erro é especialmente mais comum em conjuntos musicais, bandas de rock, etc.

Entretanto, para licenciar a marca para produtos, o titular do direito autoral precisa registrar a marca.

5 tendências para o e-commerce nos próximos anos

O setor de comércio eletrônico no Brasil cresceu 9,23% neste ano. Veja as novidades que vão nortear o setor

O segmento de e-commerce brasileiro continua em expansão no país. Essa modalidade de comércio cresceu 9,23% e chegou a 600 mil lojas eletrônicas em 2017, segundo pesquisa sobre o setor. Os dados foram revelados por Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp., durante evento realizado nesta quinta-feira, 29/6, na sede do PayPal em São Paulo.

“Esse crescimento, embora menor que nos anos anteriores, mostra uma maior maturidade do e-commerce. O mercado está começando a estabilizar em uma média mais sustentável”, disse Rodrigues. “Essa maturidade é muito boa para o ecossistema com um todo”.

Tendências para o e-commerce
Gustavo Azevedo, gerente de acesso a mercados e serviços financeiros do Sebrae, falou sobre as novidades que devem nortear o setor de comércio eletrônico nos próximos anos. São cinco tendências que já estão sendo introduzidas por gigantes do varejo mundial como Amazon e Wallmart. Confira a lista:

1. Acesso mobile
Segundo os dados da pesquisa, 24,2% das lojas eletrônicas brasileiras possuem sites responsivos para mobile. Responsável pela maior parte do tráfico online, os aparelhos móveis se tornam um alvo obrigatório para os e-commerces que pretendem se tornar relevantes.

2. Mídias sociais como canal de comunicação
O uso de mídias sociais pelo comércio eletrônico alcançou 72,43% neste ano contra 60,71% de 2016. A utilização desse mecanismo de comunicação possibilita que lojas de menor escala possam desenvolver estratégias de divulgação adequadas para o seu tamanho. Campanhas cada vez mais elaboradas dentro das mídias sociais devem trazer mais clientes para as lojas.

3. Aplicativo próprio
Segundo Azevedo, essa é uma tendência mais voltada para o comércio eletrônico de alimentos. Cada vez mais se torna importante oferecer uma ferramenta própria para facilitar a experiência do seu cliente na sua loja pelo celular.

4. Sistema de clica e retira
Nesse modelo o cliente seleciona e paga um produto pelo site e depois retira o pedido em algum ponto físico. Essa tem sido uma saída interessante para grandes mercados, como o Wallmart. É uma opção que facilita a vida do cliente ao mesmo tempo que oferece uma experiência presencial diferente.

5. Convergência
Em busca de oferecer experiências diferentes, algumas empresas estão trabalhando para unir diferentes cenários na hora de fechar uma venda. O gerente do Sebrae deu como exemplo um produto da Amazon em que o cliente pode pedir roupas na sua casa para provar e depois decidir quais ele efetivamente vai comprar. As roupas que não interessarem podem ser devolvidas gratuitamente.

Fonte: revistapegn.globo.com

Evolução histórica da propriedade intelectual no Brasil

Desde o final do século XIX até meados de 1945 um enorme número de leis extravagantes regulou a disciplina de marcas, patentes e também de concorrência desleal, momento em que foi promulgado o primeiro Código de Propriedade Industrial brasileiro – Decreto lei 7.903/45 -, possuindo elaboração muito mais completa e moderna em comparação às legislações anteriores. Tal Decreto teve vigência até o Código de 1996, inclusive em aspectos penais.

Momento importante na história da proteção do direito intelectual ocorreu em 1970, quando foi criado o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, autarquia federal que substituiu o antigo (leia mais)

Novas patentes da Samsung revelam smartphones misteriosos e possível estojo do Gear IconX

Mais três misteriosos dispositivos da Samsung passaram nesta semana pelo Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO), que certificou dois modelos de smartphones e um suposto estojo para acomodar os fones de ouvido Gear Icon X.

Infelizmente, a documentação reportada pelo USPTO não exibe o nome dos produtos em questão, mas de qualquer forma mostra o conceito de cada um e o paradigma de design condizente com diversos integrantes da família Galaxy.

Tudo que temos por ora é as características exibidas nas imagens vazadas, e estamos seguindo apenas as especulações prévias com base nos arquétipos apresentados, evidenciando dois smartphones até então desconhecidos e o possível case para alimentação dos fones da Samsung – confira a seguir:

Patente design #1

 

Patente design #2

 

Patente design #3

A primeira patente revela um celular com um conceito que compactua até certo ponto com a geração Galaxy Note, mas é improvável que esta imagem esteja relacionada com o Galaxy Note 8 deste ano.

Em seguida, vemos mais um smartphone dobrável da companhia sul-coreana, reforçando os rumores referentes aos dispositivos da linha Galaxy X, que prometem ser fundamentados no conceito flexível.

Por último, fica a maior incógnita deste compilado, estamos apostando que, de fato, este produto seja um estojo do Icon X, mas a imagem não deixa claro se este dispositivo, em essência, trabalha com os fones da série Gear.

Tenha em mente que apesar da enxurrada de registros de patentes da Samsung, esta premissa não garante que tais dispositivos sejam oficializados em um futuro próximo, ainda levando em conta a quantidade de produtos e recursos apresentados em patentes da companhia que nunca viram a luz do dia.

A AGP TIRA SUA DÚVIDA (20)

> Para que serve o registro de marca?

Simples: a marca é registrada para evitar que os consumidores comprem produtos ou serviços de outra empresa achando que estão comprando da sua. Isso protege o consumidor, você, sua empresa e o seu investimento!

A principal função do registro de marcas é evitar que o consumidor seja iludido ou enganado. Por isso há a possibilidade de registro de marcas iguais em classes diferentes por empresas diferentes. O cliente que deseja uma lavadora Continental não vai se confundir com um pneu Continental.

Multinacionais não conseguem se adaptar a novo gosto chinês

As marcas internacionais estão encontrando dificuldade para se adaptar aos novos gostos dos consumidores chineses e estão perdendo participação de mercado para companhias locais em produtos de uso diário que variam de sucos de frutas e maquiagem a escovas de dente.

Os chineses de classe média e alta, cuja renda está crescendo, estão adotando marcas mais caras e luxuosas nas categorias de bens de consumo de uso rápido, como água mineral, suco e xampu. Até o papel higiênico de folha dupla está sendo trocado pelo de folha tripla.

Mas as empresas chinesas estão agindo mais rápido na captura do segmento mais alto do mercado, e marcas controladas por múltis como Nestlé, Procter & Gamble e Unilever perderam mercado em 18 das 26 categorias de produtos de consumo de uso rápido.

Esse mercado cresceu 3% na China em 2016, movimentando US$ 190 bilhões, mas as empresas locais expandiram as vendas em mais de 8%, enquanto as marcas estrangeiras cresceram 1,5%.

“As marcas multinacionais estão regredindo, e as marcas nacionais estão se saindo muito bem na conversão a um mercado premium”, disse Jason Wu, gerente da Kantar Worldpanel China, que realizou pesquisa sobre o tema.

A transição rumo a marcas nacionais foi mais pronunciada em categorias tradicionalmente dominadas por empresas estrangeiras, como os cosméticos. O agente da mudança foram empresas chinesas pouco conhecidas como a Seeyoung, que lançou um xampu sem silicone antes que suas rivais internacionais fizessem o mesmo.

No mercado de sucos, empresas locais como a Huiyuan e a Nongfu obtiveram sucesso com sucos caros, produzidos diretamente da fruta, e não de concentrados, e vendidos como bebidas de saúde, o que caiu no gosto da classe média do país, cada vez mais interessada em condicionamento físico.

Os participantes nacionais também se beneficiaram do maior volume de compras on-line, que responderam por três quartos do avanço de volume no ano passado.

“As marcas locais estão se movendo rápido nessa área e adotam o comércio eletrônico muito mais rápido que as multinacionais”, disse Wu.

As companhias chinesas de bens de consumo, em geral empresas sob controle familiar, têm foco mais estreito em seu mercado de origem, mas podem ser “tão inovadoras ou mais inovadoras do que as empresas ocidentais”, enquanto as multinacionais “estão perto de se tornar ou já se tornaram burocracias”, disse Bruno Lannes, sócio da consultoria Bain.

Shaun Reid, da consultoria China Market Research Group, afirmou que a Nestlé ficou para trás no mercado chinês de água mineral porque posicionou sua oferta abaixo das marcas de rivais locais no mercado. Já o principal sorvete da Unilever é considerado “pequeno demais e barato demais”.

“Eles queriam ser um produto médio na China, mas, por causa da qualidade, as pessoas estavam dispostas a pagar mais por marcas estrangeiras”, disse Reid.

As divisões de bens de consumo das multinacionais podem ser prejudicadas por sua estrutura hierárquica, com decisões-chave tomadas fora da China, ele acrescentou. “O poder tende a estar na Europa ou nos Estados Unidos.”

Mas nem todas as notícias foram ruins para as multinacionais no mercado chinês.

Elas ganharam mercado na cerveja, em que as marcas chinesas têm tido dificuldades para deixar para trás sua imagem de produtos baratos.

Algumas marcas individuais de alto preço se saíram bem no país asiático, a exemplo de cosméticos com as marcas Armani e YSL. E a Philips viu aumentar as vendas de suas escovas de dente elétricas, porque a busca por produtos premium chegou ao mercado de higiene oral.

Fonte: folha.com.br

Projeto determina que recursos de registro de patentes sejam investidos no INPI

Projeto de lei (PLS 62/2017) apresentado pelo senador José Agripino (DEM-RN) determina que recursos arrecadados com o registro de patentes sejam investidos no próprio Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

O instituto  é o órgão encarregado de registrar patentes de invenções, programas de computador, desenhos industriais. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) é o relator da proposta e apoia a medida. A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) sugeriu a realização de uma audiência pública sobre o tema.

O texto está pronto para votação na Comissão de Assuntos Econômicos e, se aprovado, poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados. A reportagem é de Bruno Lourenço, da Rádio Senado.

Por melhorias, empreendedores adotam sistemas de grandes empresas

Grandes corporações, que precisam criar padrões adequados a diferentes unidades industriais, acabam desenvolvendo métodos globais capazes de aumentar a eficiência nas linhas de produção. Essas soluções podem ajudar pequenas empresas a melhorar seus processos.

“Testamos diversas alternativas até chegarmos ao Lean [modelo de gestão inspirado em práticas e resultados do Sistema Toyota], e conseguimos melhorar nossos resultados”, diz Expedito Eloel Arena, fundador da rede de franquias Casa do Construtor, criada em 1995.

A implementação do método japonês é feita individualmente pelos franqueados.

“Logística, vendas e manutenção são três áreas fundamentais, só que elas não se conversavam. Com o Lean, conseguimos promover interações, otimizar nossos serviços e comparar o desempenho em diferentes unidades”, afirma Arena.

Algumas soluções estão disponíveis na internet, em sites de instituições ligadas ao empreendedorismo ou mesmo nos portais das empresas que criaram o método. Além disso, há no mercado palestras e cursos que ensinam como adaptar processos e aumentar a eficiência.

Contudo, as fórmulas são apenas parte do caminho e podem exigir investimento. A rede Outer Shoes, do setor de de calçados, gasta cerca de R$ 5.000 por loja para a implementação de um sistema de controle inspirada na telemetria da Fórmula 1.

“Na F-1, os problemas com o veículo são resolvidos durante a corrida. Se deixarem para depois, o piloto jamais subirá no pódio”, diz Filipe Lamim, diretor de expansão da Outer Shoes.

“Fazíamos reuniões mensais em busca de soluções, mas já era tarde demais, a venda perdida não volta. Agora, identificamos os problemas e tentamos solucioná-los imediatamente”, explica o executivo.

Colocado em prática há cerca de um ano, o sistema de telemetria é um compilado de vários aplicativos e softwares disponíveis no mercado. As ferramentas monitoram as lojas e as vendas, dando um panorama de tudo em tempo real.

Segundo Lamim, este ano a empresa apresenta expansão de 40%. “O incremento no fluxo de clientes foi de apenas 10%, o restante de deve à mudança na gestão”.

“A tendência é que os custos para importar práticas de grandes corporações caiam cada vez mais, já que mais empresas passarão a usar esses novos sistemas e a venda ou compartilhamento em escala leva à redução dos custos”, diz Maria Fernanda Junqueira Victaliano Ferreira, consultora do Sebrae-SP.

A empresa de tecnologia Reamp optou por adotar os métodos Scrum e Kanban, ambos baseados em agilidade e interatividade.

“Há diferentes grupos de funcionários, e cada um possui uma liderança própria. Com foco nos feedbacks, eles fazem reuniões diárias de cinco minutos para repassarem o andamento dos projetos”, explica Emmanuel Santana, executivo da Reamp.

Dessa forma, conta ele, as decisões são tomadas de forma mais rápida, descentralizadas. “Todos têm voz ativa na companhia, evitamos que problemas sejam mascarados pela hierarquização”, destaca Santana.

CASO A CASO

Para a consultora do Sebrae-SP, é importante que o empreendedor adapte o programa à sua realidade. “Aplicar um método que está dando certo em uma empresa não necessariamente dará em outra”, afirma Ferreira.

E só a adoção de uma lista de regras não é suficiente. “Métodos contribuem para a produtividade, mas é necessário que haja mudança na cultura empresarial”, diz Guto Ferreira, da ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

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CONHEÇA ALGUNS DOS MÉTODOS

LEAN
Baseado no Sistema Toyota de Produção, o método consiste em reduzir desperdícios. Em alguns casos, a simples mudança de posição dentro de uma linha de montagem já garante ganhos.

KANBAN
Por meio de um quadro e cartões coloridos (“kanban” é cartão em japonês), a empresa consegue sinalizar fluxos de produção, otimizar estoque e programar pausas para manutenção.

SCRUM
Sistema que prevê agilidade no desenvolvimento de produtos. Os projetos são divididos em ciclos, e as equipes fazem breves reuniões regularmente para acompanhar o andamento de cada atividade.

TELEMETRIA DE F-1
Controle dos processos de produção e vendas por meio de reuniões diárias e softwares que medem o desempenho e permitem resolver problemas sem perda de tempo.

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SITES QUE AJUDAM A ENTENDER OS MODELOS

Lean Institute Brasil
Endeavor
Lean TI